As Bolsas de Produtividade são uma forma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) reconhecer os melhores pesquisadores brasileiros nas diferentes áreas de conhecimento.

Em 2019, 10 docentes pesquisadores da UFGD serão contemplados como bolsistas Produtividade do CNPQ: Alexeia Barufatti Grisolia; Andre Luis de Jesus Pereira; Euclides Reuter de Oliveira; Fabiana Ribeiro Caldara; Fernando Miranda de Vargas Junior; João Augusto Rossi Borges; Lisandra Pereira Lamoso; Magno Aparecido Gonçalves Trindade; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos e; Simone Simionatto.

Além desses que receberão a bolsa a partir de 2019, outros professores já conquistaram as bolsas em anos anteriores e se mentém como bolsistas PQ: Cristiano Márcio Alves de Souza; Fabiana Ribeiro Caldara; Fernando Miranda de Vargas Junior; Lisandra Pereira Lamoso; Losandro Antônio Tedeschi; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos; Arquimedes Gasparotto Junior; Cándida Graciela Chamorro Argüello; Clandio Favarini Ruviaro; Eduardo José de Arruda; Gustavo Graciano Fonseca; Silvana de Paula Quintao Scalon; Fabricio Fagundes Pereira; Adair Vieira Gonçalves; Ana Carolina Amorim Orrico; Candida Aparecida Leite Kassuya; Edson Lucas dos Santos; Erlaine Binotto; Levi Marques Pereira; Nelson Luís de Campos Domingues; Rafael Henrique de Tonissi e Buschinelli de Goes; Simone Becker e; Eurize Caldas Pessanha. Assim, a universidade atinge um total de 30 pesquisadores PQ.

Para ser reconhecido como bolsista de produtividade, o pesquisador ou pesquisadora passa por uma rigorosa avaliação e é comparado com os melhores de sua área. São levados em conta vários critérios: se a pesquisa tem gerado publicações originais e com repercussão na comunidade científica; se o professor colabora com a formação de novos pesquisadores orientando estudantes de graduação e pós-graduação; se o professor compartilha seus conhecimentos e se atualiza participando de uma rede nacional ou internacional de pesquisadores; se a pesquisa tem gerado inovações, incluindo patentes; se o professor colabora na edição de alguma revista científica, ou em atividades de gestão na área de pesquisa ou de ensino. Cada área de conhecimento tem sua própria comissão de avaliação, mas os parâmetros de julgamento sempre buscam privilegiar a qualidade e o conjunto da obra do pesquisador.

Estar entre os melhores do país é um desafio maior para os pesquisadores de uma universidade tão jovem como a UFGD. Ao se candidatar como bolsista de produtividade, os docentes da UFGD são comparados com pesquisadores de polos de ensino e pesquisa tradicionais e mundialmente reconhecidos, como USP, Unicamp, UFRJ, Embrapa.

“A instituição, que em junho completa 14 anos, faz o esforço máximo para estruturar as condições para que os professores e professoras possam realizar suas atividades de pesquisa. A equipe de técnicos-administrativos da PROPP está engajada em facilitar ao máximo as atividades dos professores pesquisadores. Divulgamos editais de financiamento de pesquisa, tiramos dúvidas sobre editais, auxiliamos na prestação de contas desses recursos, facilitamos o contato com grupos de pesquisas de excelência nacionais e internacionais, entre diversas outras ações. Trabalhamos para que o pesquisador tenha acesso a recursos materiais e humanos que os permitam continuar seu trabalho, e nosso foco é que o pesquisador empenhe menos tempo com processos burocráticos e que possa se dedicar mais à sua área de conhecimento”, explica o professor Nelson Luís de Campos Domingues, pró-reitor da Pró-reitoria de Ensino de Pós-graduação e Pesquisa (PROPP) e um dos bolsistas produtividade em Pesquisa da UFGD.

O caminho do pesquisador PQ
O professor Nelson destaca quais são as principais características de um pesquisador bolsista em produtividade: “Primeiramente, este docente tem que ser uma pessoa questionadora, um ser humano inquieto, que tem muita vontade de interferir positivamente na sociedade, contribuindo com os seus conhecimentos em sua área de atuação. É questionando que o pesquisador dá o primeiro passo; as perguntas mais difíceis são as que nos levam a respostas surpreendentes, assim chegamos em soluções de problemas ou produtos inovadores”, orienta o pró-reitor.

Além da iniciativa questionadora, é de grande importância que as dúvidas e resultados das pesquisas sejam compartilhados, formando redes de pesquisa. “Tudo começa com uma boa orientação em Iniciação Científica. O resultado será que o professor terá estudantes chegando ao término da faculdade com excelentes Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC); esses profissionais formados podem se inserir no mestrado e no doutorado dando continuidade às pesquisas. E assim o professor vai formando uma equipe de pesquisadores, que estarão sempre trocando informações, gerando novos dados, atingindo resultados, avançando nos conhecimentos”, detalha o pró-reitor.  

O terceiro passo é a busca por trocar informações com pesquisadores de outras instituições, tanto no Brasil quanto no exterior. Para isso, é preciso estar atento nas revistas científicas mais importantes da área; participar de eventos de pesquisa; entrar em contato com pesquisadores de áreas afins e que possam colaborar tirando dúvidas ou dando orientações; buscar publicar artigos em revistas de alto fator de impacto; e aprender novas línguas para expandir seus contatos com pesquisadores do exterior.

“Ser apaixonado pela ciência também requer ser apaixonado por compartilhar esse conhecimento. Aprender a conviver com as pessoas e trocar ideias é uma das coisas mais importantes para quem pesquisa atualmente. Orientar os estudantes de forma atenta e paciente, se desafiar a aprender uma nova língua, viajar para eventos nacionais e internacionais, todas essas atitudes demandam dedicação, tempo, e as vezes até investimento financeiro. Por isso, cada pesquisador e pesquisadora deve ser valorizado pelo desafio que assume”, finaliza Nelson.