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Publicada em 20 de março de 2017 às 14:10

Países importadores anunciam restrições à carne brasileira após operação da PF

União Europeia, Coreia do Sul, China e Chile já anunciaram algum tipo de medida restritiva à entrada de carnes brasileiras.

Após a Operação Carne Fraca, que apontou fiscalização irregular de frigoríficos no Brasil, alguns países importadores anunciaram restrições temporárias à entrada de carne brasileira, entre eles a União Europeia, Coreia do Sul e China. Estes 3 países juntos responderam por 27% das exportações brasileiras de carne em 2016.

  • UE: pediu que o Brasil suspenda a exportação de empresas envolvidas
  • CHINA: carnes brasileiras estão retidas nos portos
  • COREIA DO SUL: baniu frangos da BRF; empresa diz que não foi notificada
  • CHILE: suspendeu temporariamente a importação da carne bovina

O governo brasileiro trabalha para que as restrições fiquem restritas somente às 21 unidades investigadas, e não a todas exportadoras. Durante um evento em São Paulo nesta segunda-feira (20), o presidente Michel Temer afirmou que o agronegócio não pode ser desvalorizado por um “pequeno núcleo”.

Segundo o presidente, 6 das 21 unidades suspeitas de fraudes exportaram nos últimos 60 dias. Em uma tentativa de tranquilizar os países importadores, Temer reuniu embaixadores para jantar em uma churrascaria de Brasília, no domingo.

Entre as investigadas, 5 unidades já foram suspensas de forma preventiva, informaram associações do setor. Quatro delas estão impedidas de exportar para a União Europeia, e uma para Hong Kong. As unidades fechadas não podem operar nem no mercado interno.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador. O setor vendeu para mais de 150 países no ano passado e agora se preocupa com os impactos negativos do esquema de venda de carne supostamente adulterada.

A Operação Carne Fraca foi deflagrada na última sexta-feira (17), com mais de 1 mil policiais envolvidos para cumprir 309 mandados, depois de 2 anos de investigações. No total, são 21 empresas são suspeitas de fraudes.

A ação envolve grandes como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas, mas também frigoríficos menores, como Mastercarnes e Peccin, do Paraná. As empresas negam irregularidades.

Informações G1