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Publicada em 20 de março de 2017 às 18:41

FBI descarta ‘grampos’ de Barack Obama na Trump Tower

Entidade confirmou que investiga relação entre Trump e Rússia

O diretor do FBI, James Comey, informou em audiência na comissão de Inteligência da Câmara dos EUA nesta segunda-feira (20) que não foi encontrado nenhum tipo de interceptação telefônica feita por Barack Obama na Trump Tower, onde o atual presidente do país morava e tinha reuniões para formar o governo.

“Não temos nenhuma informação que dê base ao que foi expressado no tuíte do presidente Donald Trump, que acusou seu antecessor, Barack Obama, de tê-lo interceptado na Trump Tower. Nós avaliamos muito atentamente [o caso]”, disse Comey acrescentando que nem o FBI nem o Departamento de Justiça encontraram alguma anormalidade.

Ao ser questionado pelos deputados sobre o fato de Obama poder mandar grampear Trump, o diretor da entidade disse que “nenhum indivíduo” pode ordenar esse tipo de ação, que é função apenas da Justiça.

Durante a audiência, Comey também foi questionado sobre a relação da campanha presidencial de Trump com agentes russos e o diretor revelou que o FBI está investigando o caso. A análise refere-se tanto ao caso de espionagem contra a campanha de Hillary Clinton, quando o Partido Democrata foi hackeado, bem como ao caso das ligações de secretários indicados pelo presidente com os russos.

Há acusações tanto contra o ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que renunciou ao cargo e também contra o procurador-geral Jeff Sessions, além de outros membros da administração do republicano. Segudo Comey, a ideia é “fechar definitivamente” essa questão em breve.

Durante as declarações do líder do FBI, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, foi questionado sobre algumas das falas de Comey. Sobre a questão com Obama, o representante disse que Trump “não pretende retratar-se” com o ex-presidente após o FBI negar as afirmações do magnata.

Sobre a questão da Rússia, Spicer disse que “investigar e ter provas são coisas diferentes”, mantendo a postura do governo de “que não há provas de alguma associação” entre a campanha do republicano e os russos.

Da AnsaFlash