O prefeito de Sertãozinho, Nério Costa (PPS) participou de reunião do Comitê Técnico de RH do CEISE Br- Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis, na tarde desta quinta-feira (9) e solicitou a formação de uma ‘força-tarefa’ com o objetivo de realocar os 600 profissionais que estão sendo demitidos pela Usina Albertina.
Nério Costa, que estava acompanhado do secretário Marcelo Pelegrini, da Indústria, Comércio e Relações do Emprego e Trabalho, mostrou estar preocupado com o futuro destes trabalhadores, todos qualificados para o setor industrial de usinas. “O futuro destes profissionais está ameaçado, pois a usina está encerrando suas atividades”, afirmou.
O vice-presidente do CEISE Br, Tonho Tonielo, colocou a UNICEISE (Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético) a disposição para programas de treinamento e qualificação de mão-de-obra. O Comitê Técnico de RH do CEISE Br é coordenado por José Darciso Rui, também diretor executivo do Grupo de Estudos de Recursos Humanos na Agroindústria (GERHAI).
Também participaram da reunião os sindicalistas Antonio Vitor, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Sertãozinho e Região e José Carlos Rullo, presidente do Sindicato dos Motoristas e Tratoristas de Sertãozinho. Ambos mostraram preocupação com o destino dos 600 trabalhadores da Usina Albertina que estão sendo demitidos, sem que até o momento a empresa tenha acenado para uma data em que possa efetuar os pagamentos dos salários e encargos.
José Darciso Rui pediu aos sindicalistas que fosse preparada uma relação de nomes e atributos profissionais de cada um destes 600 trabalhadores. “Vamos encaminhar esta relação a todas as indústrias da região de Sertãozinho e também às usinas associadas ao GERHAI, atendendo ao apelo do prefeito Nério Costa para minimizar os efeitos do encerramento das atividades da Albertina”.
Setor está à míngua
Após a reunião, o sindicalista Antonio Vitor, que foi um dos coordenadores do Grito pelo Emprego e pela Produção, em 1999, lançou um alerta informando que a Força Sindical está preocupada com a crise que envolve a cadeia produtiva sucroenergética e da qual a Albertina foi a primeira vítima.
“Temos informações confiáveis e seguras indicando que, além da Albertina, outras cinco usinas não terão condições de moagem nesta safra 2012/13. O governo federal, através do ministro das Minas e Energia Edison Lobão, desde setembro vem anunciando e protelando um pacote de ‘bondades’ que permita a retomada de investimentos da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, que está à míngua e que se esfacelando”, afirmou.
O sindicalista advertiu que “não vamos deixar que 600 profissionais qualificados fiquem sem receber seus salários e encargos trabalhistas e vamos nos organizar para impedir que estas outras usinas também encerrem suas atividades. Vamos até a presidente Dilma Rousseff, se for preciso, e não vamos admitir o deboche com o qual ministros como Edison Lobão vem tratando um setor que emprega, diretamente, mais de 2,5 milhão de trabalhadores e que possui um PIB que se iguala ao de um país como o Uruguai”, concluiu.