Segundo integrantes do movimento, objetivo agora é lutar pela soltura de militares presos
Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (13) na sede do Sindisprev (Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde e da Previdência) no centro do Rio de Janeiro, os bombeiros e os policiais militares decidiram suspender oficialmente a greve, que foi iniciada na noite da última quinta-feira (9).
Segundo Ana Paula Matias, mulher de um dos 12 bombeiros presos na penitenciária de segurança máxima Bangu 1, na zona oeste do Rio de Janeiro, o objetivo do movimento agora é pela soltura dos militares que continuam detidos por terem incitado a greve. Além dos bombeiros, há 17 PMs na cadeia.
“Importante destacar que as corporações nunca deixaram de atender a população”, disse Ana Paula.
Os policiais civis, que também haviam aderido ao movimento, encerraram a greve no último sábado (11).
A paralisação das três categorias foi decidida durante uma assembleia que reuniu cerca de 3 mil pessoas na noite de quinta-feira, na Cinelândia. A greve, no entanto, teve baixa adesão.
A PM ameaçou expulsar os grevistas e esfriou o movimento. Só na sexta-feira, pelo menos 20 PMs foram presos e 129 que trabalham no interior do Estado foram indiciados. Em relação ao Corpo de Bombeiros, 123 guarda-vidas haviam sido presos por faltarem ao serviço.