Campanha de Conscientização sobre os Direitos dos Pedestres, que começa hoje, deveria levar em consideração os semáforos que ignoram a existência de pedestres no trânsito da área central de Campo Grande
Nelson Benitez citou como exemplo o semáforo instalado na Rua 14 de Julho, esquina com a Rua Dom Aquino. “Nesse local os riscos de acidentes são constantes e só Deus para livrar crianças, jovens, adultos e principalmente os idosos de serem atropelados, porque aquele instrumento de trânsito simplesmente não permite a passagem de pedesstre”, critica o sindicalista lembrando que quando o sinal fecha para os veículos que descem a Dom Aquino, automaticamente abrem para os veículos da 14 de Julho que ao tentar virar à esquerda ou seguindo reto podem atropelar as pessoas.
Da mesma forma ocorre em vários outros pontos da cidade e inclusive no “coração de Campo Grande”, ou seja, na Rua 14 de Julho, esquina com a Avenida Afonso Pena. As pessoas que tentam atravessar a primeira rua podem ser atropelados por aqueles que descem a Afonso Pena para entrar na 14 de Julho.
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande tomou conhecimento ontem de que Estado e município estão prestes a desencadear a partir de amanhã (10) uma “Campanha de Conscientização sobre os Direitos do Pedestre”. A entidade acha justo que as próprias autoridades, antes de cobrar de motoristas e pedestres, devem reparar esse tipo de problema que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas que circulam todos os dias pela área central da cidade, correndo o risco de serem atropeladas por conta da má sinalização de ruas e avenidas da cidade.
O presidente do sindicato, Idelmar da Mota Lima disse que a entidade sindical já trouxe à tona o problema inúmeras vezes por conta de constantes cobranças feitas pelos próprios comerciários. Só que nada foi feito. Nenhuma autoridade de trânsito se manifestou e o problema continua. “Como desencadear uma campanha de conscientização dessa envergadura se as próprias autoridades de trânsito não cumprem o básico do básico?”, questiona o líder sindical que preside também a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS.
“Esperamos que desta vez os comerciários sejam ouvidos e sua reivindicação acatada”, comenta Idelmar da Mota Lima.