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| Acadêmicos estiveram na aldeia dos indígenas Ofaié, em Brasilândia / Divulgação | |
Estiveram na última sexta-feira, dia 31/10, na aldeia dos indígenas Ofaié, em Brasilândia, o antropólogo Giovani José da Silva e os acadêmicos do curso de História (UFMS/ Campus de Três Lagoas), Adriana de Brito Cobra, Érica de Sousa da Silva e Gabriel Ulian, a convite da Associação Instituto Cisalpina de Pesquisa e Educação Sócio-Ambiental, organização não-governamental sediada no município de Brasilândia.
A equipe foi gentilmente conduzida até a aldeia pelo coordenador do pólo-base da Fundação Nacional de Saúde-Funasa, Abadio Alves Lima, e teve a oportunidade de, pela primeira vez, entrar em contato com os Ofaié e estabelecer um diálogo com o Cacique, o Sr. José de Souza, Kói e com os professores que atuam na aldeia.
O Projeto Iniecheki está sendo proposto através de um convênio celebrado entre a Votorantin Celulose e Papel (VCP-Unidade Três Lagoas) e o Instituto Cisalpina, de Brasilândia. Segundo o presidente da entidade e consultor do projeto, o historiador Carlos Alberto dos Santos Dutra, popular Carlito, o objetivo é debater com os indígenas o modelo de educação que a comunidade deseja, apresentando uma proposta de formação de uma escola de feições indígena sob responsabilidade do Estado.
A visita à comunidade é a primeira etapa de um projeto que prevê a ampliação e regularização da escola que atualmente existe na comunidade, disse a acadêmica Érica. Segundo ela, a preocupação reside no fato da escola não ser considerada indígena, mas rural, sendo que os indígenas depois da 4ª série têm de concluir seus estudos na sede do município em Brasilândia, onde são transportados de ônibus.
O acadêmico Gabriel também observou que na aldeia existe uma escola multiseriada de 1a a 4a série, porém, a proposta, segundo ele, é ampliar essa escola até a 8a série, consolidando o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e reestruturando o currículo escolar de acordo com as necessidades do grupo.
Para o Cacique José de Souza, a comunidade tem interesse em discutir o problema da regularização da escola indígena, mas o projeto, antes, deve ser debatido com a comunidade, frisou.
Este também é o pensamento do jovem professor Ofaié, Silvano Moraes de Souza que conversou com a equipe na cidade. Ele disse que muitas propostas já foram apresentadas à comunidade, mas a maioria delas não foram efetivadas.
Os integrantes do projeto pretendem retornar à Brasilândia no dia 14/11 (sexta-feira) para uma nova reunião com toda a comunidade com o objetivo de refletir sobre a regularização da escola. Segundo a estudante Adriana, todos saíram animados com a perspectiva do trabalho futuro junto a comunidade Ofaié.
O Projeto Iniecheki, que na língua dos Ofaié quer dizer “o lugar onde se aprende”, além das disciplinas regulares do ensino fundamental e médio que está sendo proposto, tem foco também na Educação Sócio-Ambiental.

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